A luz em meio a tantas tragédias e dores…

Uma luz em meio a tantas tragédias e dores...

A luz em meio a tantas tragédias e dores…

Por Rita de Cácia Lacerda Gomes

Está muito difícil, de verdade, assistir a tudo isso.

O momento é histórico e cercado de dúvidas.

Com o olhar humano, num momento de distração me pergunto, por quê?

A razão humana nada sabe, somente Deus!

Não devemos nos consumir com as preocupações, embora seja quase impossível.

O que é estranho aos nossos olhos, o que nos causa desânimo e aflição, possui explicações sobrenaturais que muitas vezes não nos alcançam, somos muito limitados.

Ao homem foi dado todas as maravilhas, e esse, mesmo possuidor de tudo que há de mais belo e farto, se ocupa em insistir no engano e no erro.

Numa manhã dessas, acho que até para minha defesa, a luz encheu o ambiente onde eu estava e a minha consciência foi chamada a observar.

Deus é pai de amor infinito. Não descuida de suas ovelhas. Quando vê que estão se perdendo do rebanho, lança logo um feixe de luz e as trazem de volta ao campo seguro.

Confesso esse cuidado é muito sutil, quase imperceptível, temos de estar muito atentos.

Repentinamente, em meio a todas essas divagações, o Espírito Santo me invade, e eu, da minha cadeira de balanço assisto a um espetáculo que fora um dia sonhado.

O desejo, sempre passou como um vento no meu coração, nem esquentava lugar.

Na verdade eram pequenos caprichos de uma pessoa com poucos sonhos terrenos.

As prioridades sempre foram a saúde de todos, o trabalho providencial, a paz e alguma alegria.

Surpreendentemente Ele resolveu agir.

Foi tudo muito inesperado!

De repente foram acontecendo as Graças.

Hoje relembrando a sequência dos acontecimentos fui tomada por um sopro de emoção.

Me percebi de frente para um jardim.

A uns três metros, contemplei uma mini jabuticabeira, coisa mais linda de se ver!

Sempre foi desejada em razão das belezas vividas na infância.

Não há árvore mais bela que uma dessa coberta de frutos.

Logo ao lado uma bouganville, sorrindo e até tombada de flores.

Dia desses estava esquelética e desfalecida.

Do nada amanheceu carregada de flores com pétalas na cor bonina e com outras florzinhas brancas ao centro.

A textura suave ao toque imita um tecido de seda pura.

Nesta hora percebi o diálogo de Deus comigo.

Sabedor da tristeza que me habitava em razão das perdas humanas e de animais inocentes, decorrentes do recente desastre ocorrido, resolveu me consolar com o choque da beleza do meu pequeno jardim.

Em meio a tantos sobressaltos de notícias que nos tiram o sono, Ele vem pela manhã e nos mostra através da exuberância da natureza, que está entre nós e que ainda há muita esperança para ser vivida.

Afora as dádivas que me foram entregues por meio dos sinais já descritos, tenho a sorte de viver outras grandes maravilhas: Tenho pais e irmãos vivos, sou casada com uma pessoa mais que especial, num casamento muito feliz e próspero, vivo cercada de cuidados e afetos dos meus caríssimos e Ele ainda me dá saúde para usufruir de tudo isso.

Realmente não há palavras para descrever o amor divino, é algo inexplicável!

Gratidão a Deus sempre, e que ele nos dê forças, nos ajude e nos console para o que ainda está por vir!

Inspirado e escrito por Rita de Cácia Lacerda Gomes na época da grande enchente do Rio Grande do Sul