Fernando Santos de Jesus e suas contribuições à sociologia brasileira

( Sobre cultura e nossas questões étnicas)

Em entrevista com o economista José Coimbra.
Em entrevista com o economista José Coimbra

Alguns importantes nomes tenho acompanhado há mais de três anos, pelos esforços humanísticos e, por isso, não menos patrióticos, conscientes e raciocinantes. Dois deles são Fernando Santos de Jesus e Gustavo Ribeiro de Moraes.

Vamos pela ordem. Conhecer um cidadão também por sua escrita, além de vê-lo por vídeo ou ouvir sua voz em mensagem de áudio, fascina a todos os que valorizam o conhecimento e a vida. A escrita nos transmite um sentido de… “mensagens cravadas”. Ensinaram-me que a poesia é a síntese do homem contemplativo e sensitivo. No caso de Fernando, em sua prosa e dissertação teremos a analítica de suas vivências, pesquisas e reflexões.

Em sua obra “Abrindo a Caixa Preta: os Movimentos Negros e o Globalismo” (2022, edição do autor), o carioca de Engenho de Dentro se apresenta já demonstrando seu bom manejo na arte da sociabilidade. Vindo de uma família humilde e extensa, tornou-se doutor, professor e pesquisador não sem antes viver a música, a capoeira e a cidadania participativa. Após formar o ensino médio, trabalhou como auxiliar administrativo. Passou pela UFRRJ por 4 períodos, onde tomou contato com a literatura de questões raciais, e depois ingressou na UERJ, quando sentiu na pele o movimento estudantil. Participou de congressos, viveu, testemunhou e, como ele mesmo escreve, “encheu-se de reminiscências que dariam outro livro”. Fez o seu trajeto como faria qualquer brasileiro típico que adolesceu na década de 90: sobreviveu a juventude até o início dos anos 2000; estudou, parou; voltou a estudar e conseguiu se mobilizar socioculturalmente durante a segunda década deste século.

Sobre o apelido Senzala? Está lá na página 12. Mais por aspectos gregários do que pela temática espinhosa deste escravo da liberdade. Repetimos: tratamos de um cidadão participativo, familiar, amigável. Por isso, suas vivências amistosas já são sua extensão à vida acadêmica.

Doutorou-se no Ceará e lá testemunhou os tentáculos do globalismo, digamos, racialista e causador de mais injustiças. Estudou a Conferência de Durban (2001) e os respectivos efeitos das conhecidas deformações, também no Uruguai. Entrevistou em Brasília, perquiriu, pesquisou, investigou. E o que mais nos admira em Fernando Santos é a sua cristandade de não guardar ressentimento dos ex-colegas que permanecem no erro. O estudioso aponta e critica as incongruências e as distorções prejudiciais aos brasileiros.

Músico, ele dá um stop nos ruídos e chama à ordem e à harmonia todos os tons e timbres. Retira os floreios excessivos do identitarismo, afasta a péssima regência dos globalistas e enfrenta os falsos alicerces da militância de base, desmascarando carreiristas, oportunistas e covardes. Como está na sinopse, às costas do livro, o escritor “não apenas conceitua e teoriza, mas expõe, cronologicamente, exemplos práticos e ilustrativos do painel”. 

Defende a verdade dos fatos, descreve os atos como eles são, reivindica o mérito, este que é um dos pesos da balança da justiça.

Tem a ginga. Sabe a briga com lealdade. Suas entrevistas, seus painéis têm sabor. Afrobrasileiro autêntico como os de décadas e séculos mais distantes. Um homem do oeste e dos trópicos. Do Rio de Janeiro de São Sebastião. Nota por nota, o capoeirista demonstra como os agiotas aliciam. Os aliciados não podem pensar de forma autônoma. Ficam presos numa dívida impagável. A expressão “agiotas raciais” foi inspirada do livro “Podre de Mimados”, de Theodore Dalrymple.

“Senzala” ousa ao dar “lugar de fala” a um branco bem-sucedido. O prefácio do escritor e desembargador William Douglas tem sido lido aqui em Minas em voz alta por algum membro-afro do Tribunal de Ética da OAB. Douglas nos ajuda a dar peso ao labor precioso de quem sabe colocar princípios e verdadeira causa acima dos movimentos e dos processos viciados.

Apropriação cultural. Dívida histórica da escravidão. Necropolítica, todos esses slogans “são teores e teorias de um racialismo, disseminando distopias sufocantes e climas esquizofrênicos, em que os indivíduos devem estar antecipados às circunstâncias, prevendo o cenário e as características físicas dos seus inimigos imaginários”, afirma o autor na introdução, último texto de apoio. 

O livro se desenvolve em sete partes. Ricas são as referências bibliográficas, com autores de vários espectros e nuances doutrinárias. O anexo de encerramento fecha a tampa da caixa anteriormente obscura que, após a conclusão da leitura, torna-se bem clara para quem fora da caixa consegue pensar. Encerramos agradecendo a Gustavo Reis e a toda equipe do Aliados Brasil Oficial pela apresentação deste importante e talentoso pensador brasileiro.

Abaixo o link para aquisição de exemplares.

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Abrindo a Caixa Preta ⋆ Loja Uiclap

Próximo lançamento

Artigo publicado anteriormente no site Aliados Brasil em 03.07.2025: https://www.aliadosbrasiloficial.com.br/coluna/fernando-santos-de-jesus-e-suas-contribuicoes-a-sociologia-brasileira

Lopes al’Cançado é pesquisador, escritor de prosa e verso. Músico, gestor e micro líder em projetos artísticos. Atua como analista e parecerista em editais e programas culturais. Desde 2008, posiciona-se como ombudsman: defensor dos Direitos Humanos pela Doutrina Jusnaturalista e Cristã, com ênfase nos Direitos Culturais e na Liberdade de Expressão. Conheça mais: Cristiano, escritor e pesquisador – § literatura brasileira & memória cultural – contatos: lopeslarocha@gmail.com (31)98356-4210

RUI BARBOSA, 1920

Trecho de “A imprensa e o dever da verdade”.

A IMPRENSA – E SUAS FUNÇÕES VITAIS

Podcast IA

VER. A imprensa é a vista da nação. Por ela é que a nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxergam o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alveja, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que ilhe interessa, e se acautela do que a ameaça. Sem vista mal se vive.

Vida sem vista é vida no escuro, vida na soledade, vida no medo, morte em vida: o receio de tudo; dependência de todos; rumo à mercê do acaso; a cada passo acidentes, perigos, despenhadeiros. Tal a condição do país, onde a publicidade se avariou, e, em vez de ser os olhos, é a obscuridade, onde se perde, a ruim lente, que lhe turva, ou a droga maligna, que lha perverte, obstando-lhe a notícia da realidade, ou não lha deixando senão adulterada, invertida, enganosa.

VENTILAR, RESPIRAR E CIRCULAR. Já lhe não era pouco ser o órgão visual da nação. Mas a imprensa, entre os povos livres, não é só o instrumento da vista, não é unicamente o aparelho de ver, a serventia de um só sentido. Participa, nesses organismos coletivos, de quase todas as funções vitais. É, sobretudo, mediante a publicidade que os povos respiram.

Todos sabem que cada um de nós tem na ação respiratória, uma das mais complexas do corpo, e uma das em que se envolvem maior número de elementos orgânicos. A respiração pulmonar combina-se com os tecidos, para constituir sistema de ventilação, cuja essência consiste na troca incessante dos princípios necessários à vida entre o ar atmosférico e o sangue, da circulação do qual vivemos. Nos pulmões está o grande campo dessas permutas. Mas os músculos também respiram, e o centro respiratório se encontra, bem longe do aparelho pulmonar, nesse bulbo misterioso, que lhe preside à respiração, e lhe rege os movimentos.

NUTRIR, AVIVENTAR E REGENERAR. Da mesma sorte, senhores, nos corpos morais, nas sociedades humanas, essa respiração, propriedade e necessidade absoluta de toda célula viva, representa, com a mesma principalidade, o papel da nutrição, de aviventação, de regeneração, que lhe é comum em todo o mundo orgânico, animado ou vegetativo.

Nos indivíduos, ou nos povos, o mundo espiritual também tem a sua atmosfera, donde eles absorvem o ar respirável, e para onde exalam o ar respirado. Cada um dos entes que se utilizam desse ambiente incorpóreo, desenvolve, na sua existência, graças às permutas que com esse ambiente entretém, uma circulação, uma atividade sanguínea, condição primordial de toda a sua vida, que dele depende. Não há vida possível, se esse meio, onde todos respiram, lhe não elabora o ar respirável, ou se lhes deixa viciar pelo ar respirado.

ELABORAR, DEPURAR E INSPIRAR. Entre as sociedades modernas, esse grande aparelho de elaboração e depuração reside na publicidade organizada, universal e perene: a imprensa. Eliminai-a da economia desses seres morais, eliminai-a, ou envenenai-a, e será como se obstruísseis as vias respiratórias a um vivente, o pusésseis no vazio, ou o condenásseis à inspiração de gases letais. Tais são os que uma imprensa corrupta ministra aos espíritos, que lhe respiram as exalações perniciosas. 

Um país de imprensa degenerada ou degenerescente é, portanto, um país cego e um país miasmado, um país de ideias falsas e sentimentos pervertidos, um país, que, explorado na sua consciência, não poderá lutar com os vícios que lhe exploram as instituições.

“Uma conversa boa”, com Ana Paula Rocha

Uma conversa boa | com Ana Paula Rocha

01 de junho de 2026 às 20h00, no canal

https://www.youtube.com/@AnaPaulaRocha_Oficial

Uma conversa boa com Ana Paula Rocha.
Lopes al’Cançado, escritor, pesquisador e ativista de Direitos Humanos com ênfase nos Direitos Culturais e na Liberdade de Expressão

Nesta live vamos discutir como a filosofia e a literatura sempre foram instrumentos centrais na construção — ou desconstrução — da cultura de uma sociedade.

A partir de autores conservadores e clássicos da civilização ocidental, vamos analisar como ideias, narrativas, símbolos e obras literárias moldam valores, comportamento, identidade e visão de mundo ao longo das gerações.

Também discutiremos como a crise cultural contemporânea nasce da ruptura com tradições, da relativização da verdade, da perda de referências morais e da substituição da beleza, da virtude e do sentido por narrativas ideológicas e desconstrutivistas.

Uma conversa sobre filosofia, disputas político-culturais, formação intelectual, imaginário coletivo e literatura artística.

Estética e TDA Relacionadas ao Declínio e Soerguimento do Ocidente

Estética e TDA Relacionadas ao Declínio versus Soerguimento do Ocidente – E-book e Diário da Oficina (2025)

OFICINA REALIZADA NO PERÍODO DE 03 A 23.12.2025

FORMATO: PDF (31 páginas)

TIPOS DE TEXTOS: Prosa e verso

VANTAGEM: adquirindo a apostila o investidor terá acesso permanente aos áudios e vídeos das leituras reflexivas pelo Google Meet.

CARACTERÍSTICAS: apreciação de artes estáticas tridimensionais (arquitetura e escultura) e artes dinâmicas (música e literatura).

DIFERENCIAIS: submetido a discussões e testes críticos. Trabalho elaborado com planejamento e cotejamento bibliográfico. Análises investigativas, intepretações criteriosas. Sem propaganda religiosa e sem apelo às emoções.

PRINCIPAIS REFERÊNCIAS ESTRANGEIRAS: Antero Tarquínio de Quental, apóstolos e discípulos de N.S Jesus Cristo, Arcangelo Corelli , Eça de Queiroz, Enciclopédia Mundo da Arte, planejada por Trewin Copplestone & Bernard S. Myers, Evangelistas (N.T), Federico Sopeña, Frederick Engels, João José Cochofel, Johann S. e Carl P.E Bach, Johann W. von Goethe, Johannes Brahms , Karl H. Marx, Luiz Vaz de Camões, Oswald Arnold Spengler, Salvador Dali, Santo Agostinho, Santo Inácio de Loyola , Santo Tomás de Aquino, Thomas Mann, Walter Gropius.

PRINCIPAIS REFERÊNCIAS NACIONAIS: Alberto de Oliveira, Anderson Braga Horta, Carlos Gomes, Deocleciano Torrieri, Francisco Muniz Barreto, Gregório de Mattos, Heitor Villa-Lobos, João Fernandes Filho, Joaquim Machado de Assis, José de Alencar, José Veríssimo Dias de Matos, Menotti Del Picchia, Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, Roberto Kalili, Tobias Barreto.

Formas de pagamento:

1- PIX no valor de R$ 67,50 (Sessenta e sete reais e cinquenta centavos)

Chave do pix: lopeslarocha@gmail.com

2- Pagamento mediante cartão de crédito (Compra segura pela plataforma Stripe), em breve.

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Perestroika, Glasnost e Teoria do 4º Poder (Olavo de Carvalho contra Alexandr Dugin)

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MÓDULO 2 da Apostila Organizações Socioculturais–

Grupos, agremiações, associações e organizações civis

Relações Humanas (simples, mistas e complexas)

Grupos, agremiações, associações e organizações civis

E-BOOK (30 PÁGINAS)

FUNDAMENTOS: TRADIÇÃO OCIDENTAL E CRISTÃ

FONTES: FILOSOFIA POLÍTICA, CIÊNCIAS ECONÔMICAS E SOCIAIS

Síntese e alta clareza

Exercícios de fixação, de compreensão e aprofundamento

Explicações com tabelas e fluxogramas

Módulo 2 da Apostila Organizações Socioculturais e civis

Na Parte 1 trabalhamos os seguintes temas:

  1. Direcionamento e aplicabilidade das teorias de grupos e organizações
  2. Propósitos, objetivos e estruturas organizacionais
  3. Cultura organizacional na Cultura geral
  4. Estudos teóricos das organizações

Na Parte 2 sintetizamos e refletimos nos itens abaixo:

  1. Liderança funcional de grupos e subgrupos
  2. Equipes temáticas e setoriais
  3. Delegação e relações humanas
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A versão 2 da Oficina será de 12 a 27.02.2026. Entrem em contato pelo e-mail lopeslarocha@gmail.com.

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