POESIA E POLÍTICA, inofensivos repousos
Lopes al’Cançado



Agostinho Neto é um poeta verdadeiramente sentimental e inteligente. Michel Temer sofre por não conseguir escrever um bom poema. José Sarney se esforça para ser poeticamente reconhecido pelo povo que ele governou.
O Sr. Ciro Gomes, em certa entrevista, lamentou não conseguir expressar suas sinceridades por meio da lírica. Renato Russo inspirou-se na poesia do nosso admirado Affonso Romano de Sant’Anna (Presidente da Fundação Biblioteca Nacional). Este, por sua vez, captou do ar estupefato e literário dum Francelino Pereira a expressão “Que país é este?”.
Um pouco mais: Juscelino Kubitschek é um poeta, sabiam?
Até o Sr. Mauro Iasi — aquele que recomenda fuzilar conservadores ao invés de dialogar — se apresenta como um poeta digno de ser lido.
Duas perguntas de alta relevância:
a) como podem os bons entendedores de Política e os sabedores da Burocracia Pública de hoje desprezarem a poesia e os poetas?
b) será que compreendem bem e refletem na inesquecível oração atribuída a Arístocles de Atenas?
Disponham do tempo que quiser na elaboração das respostas. Mas, por favor, que sejam respostas inofensivas.
Lopes al’Cançado é pesquisador, escritor de prosa e verso. Músico, gestor e micro líder em projetos artísticos. Atua como analista e parecerista em editais e programas culturais. Desde 2008, posiciona-se como ombudsman: defensor dos Direitos Humanos pela Doutrina Jusnaturalista e Cristã, com ênfase nos Direitos Culturais e na Liberdade de Expressão. Conheça mais: Cristiano, escritor e pesquisador – § literatura brasileira & memória cultural

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